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Covid-19

Se persistir média de óbitos, número de vítimas fatais pode dobrar até a metade do ano

Pesquisa aponta agravamento da doença e apela para que população mantenha distanciamento

gazetaadm

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Com informações do Medscape Professional Network

O Brasil é hoje o epicentro mundial da covid-19. Na noite da quinta-feira (1) o país registrou 12.842.717 diagnósticos de infecção por SARS-CoV-2 e 325.559 óbitos por covid-19, segundo consórcio de veículos de imprensa que monitora a pandemia a partir de levantamentos junto às secretarias de saúde. Nas últimas 24 horas, foram 3.673 mortes. Com isso, o país superou a média móvel de 3.000 mortos por dia.

O consórcio é formado por G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL. O mesmo levantamento informou ainda que até o primeiro dia de abril, 8,78% da população brasileira foram vacinados em primeira dose (18.584.301 pessoas) e 2,47% (5.223.544) receberam a segunda dose de uma vacina anticovídica. O ritmo de vacinação ainda está muito longe do necessário, mas a média subiu de cerca de 300.000 vacinados por dia na semana passada para 900.000, segundo o ministro da Saúde.

Em 31 de março, 19 capitais tinham taxa de ocupação de leitos de terapia intensiva acima de 90%, de acordo com a Fiocruz. As cidades de Campo Grande, Curitiba, Porto Alegre, Rio Branco e Porto Velho não tinham mais vagas em UTI.

As perspectivas são sombrias. As reservas de oxigênio também estão em níveis críticos em todo o país e a falta de medicamentos do kit para entubação, como bloqueadores musculares e sedativos, está levando os médicos a recorrerem a drogas de terceira linha e ao aumento de sedativos, como mostrou reportagem do jornal Folha de S. Paulo.

Em nota técnica, as pesquisadoras Beatriz Rache, do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) e Márcia Castro, professora de demografia e coordenadora do Departamento de Saúde Global da Escola de Saúde Pública da Harvard University, nos Estados Unidos, analisaram a série de óbitos em capitais e estados brasileiros. O levantamento mostrou que em menos de três meses em 2021 houve uma aceleração importante.

“Manaus já supera em 46% o total de vidas perdidas, enquanto o estado do Amazonas supera em 23%, e Rondônia acaba de igualar seu total de óbitos de 2020. No ritmo atual, o Brasil caminha para ultrapassar em junho o total de vidas perdidas pela covid-19 em 2020, com uma aceleração de 84% na média diária de mortes no ano. A última semana epidemiológica analisada é a de maior aceleração frente à média de 2020, com 2.227 óbitos por dia, um avanço de 231% frente à média de 2020, de 673.”

A nota alerta que se o Brasil mantiver a média diária de mortes das últimas semanas, chegará a 195 mil óbitos em 24 de maio.

“Se persistir a média de 1.240 óbitos por dia de 2021, 84% maior do que a de 673 do ano anterior, poderemos ver o número de vítimas fatais da covid-19 dobrar antes da metade do ano, em relação a 2020.” Em conclusão, as pesquisadoras afirmam que “é mais do que nunca preciso coordenação para promover um lockdown imediato.”

Os feriados da Semana Santa podem piorar bastante o contágio se medidas rígida de controle não forem adotadas. Em entrevista ao jornal Globonews em Pauta, da Globo, a pneumologista Dra. Margareth Dalcolmo, da Fiocruz, fez um apelo em tom dramático na noite de quarta-feira (31): “Vacina sozinha não vai resolver. As pessoas têm de ficar em suas casas. Não pode ter Páscoa, não pode ter festas, não pode ter aglomerações, cerimônias de família, não pode ter festa de aniversário, não pode ter nada. Nós vamos ter outras Páscoas nas nossas vidas para celebrar.”

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