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Eleições

Presidente da Academia de Letras do RN “frita” David Leite e impõe nome de Gaudêncio Torquato para vaga de Patriota

Diógenes da Cunha Lima preside a instituição de cunho literário há décadas e acadêmicos não querem contrariá-lo

gazetaadm

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Fotos: Reprodução

Por Gilberto de Sousa

Antes de mesmo de declarar vaga a cadeira número 8, da Academia Norte-rio-grandense de Letras e iniciar o processo de eleição, o presidente da instituição de cunho literário, advogado Diógenes da Cunha Lima está impondo o nome do jornalista e consultor político, Gaudêncio Torquato, em detrimento do advogado e escritor David de Medeiros Leite.

A direta interferência no processo das eleições estaria causando desconforto à parte de imortais, principalmente daqueles que começaram a incentivar o mossoroense David Leite, já lembrado em outras ocasiões, para uma das cadeiras.

David Leite garante que será candidato

David tem 20 livros publicados entre crônicas e poesias e recentemente lançou o seu primeiro romance. A vacância da cadeira número 8, com o falecimento do escritor Nelson Patriota, colocou David Leite no rumo da Academia, puxado por alguns acadêmicos que o consideram apto. Ele decidiu se articular e durante alguns contatos percebeu que havia a preferência de Diógenes da Cunha Lima, pelo jornalista Gaudêncio Torquato, também potiguar, mas que atua no Sul. Ele nasceu em Luís Gomes, Alto Oeste, e entre oras e livros publicados estão: O Brasil de todos os vícios; A velha era do novo: visão sociopolítica do Brasil; Cultura – Poder- Comunicação e Imagem; Tratado de comunicação organizacional e política e Jornalismo empresarial: teoria e prática. Seria um nome nacional, como tenta justificar o presidente da ANL.

Gaudêncio Torquato é nome de expressão nacional

Mais que isso, Diógenes entrou em campanha ligando diretamente para os imortais para indicar o voto. E ainda ligou para David Leite e disse sem meias palavras que ele estaria fora. Mesmo assim, David confirmou ao portal GAZETA DO OESTE que iria se candidatar a vaga, colocando seu nome para apreciação dos acadêmicos mesmo sabendo da imposição de Diógenes, já sendo visto como uma espécie de ditador, dado inclusive ao tempo em que está à frente da academia.

A Academia Norte-rio-grandense de Letras, a exemplo da Academia Brasileira de Letras, é composta por 40 cadeiras. E quando da morte de um dos acadêmicos, como foi o cadeira número 8, que faleceu o escritor Nelson Patriota, a cerca de um mês, começa a o processo de eleição, que por sinal não foi aberto oficialmente, porque quem declara vaga a cadeira é o presidente, e quando declara começa o processo de eleição. Oficialmente a vagância ainda não foi declarada.

Nos bastidores esta havendo muita movimentação nesse sentido, e segundo indicações, alguns acadêmicos temem contrariar a vontade do presidente, que está há quase quatro décadas nesse comando.


Histórico
Conforme dados contidos no Wikipédia, a Academia Norte- rio- grandense de Letras foi fundada em 14 de novembro de 1936. Inicialmente, a ANRL contou com 25 cadeiras, número ampliado para 30 em 1948, e para 40 em 1957.

Um grupo de intelectuais, tendo à frente Luís da Câmara Cascudo, fundou, em 1936, a Academia Norte-rio-grandense de Letras, com sede em Natal. Composta inicialmente de 25 sócios, a nova instituição cultural realizou sua primeira sessão a 14 de novembro numa das salas do Instituto de Música do RN. Naquela ocasião elegeu-se a diretoria, cabendo a presidência ao poeta e escritor Henrique Castriciano. Reforma estatutária, de 1948, aumentou o número de acadêmicos para trinta, e mais tarde, em 1957, para quarenta.

A que se propõe a ANRL? Segundo o art. 1º dos seus estatutos, ela “tem por finalidade a cultura da língua, da literatura, ciências e artes, notadamente da história, sociologia, folclore, crítica, poesia, ficção e comunicações sociais de modo geral” A sede própria da ANRL, situada à Rua Mipibu, nº 443, Natal, conta com biblioteca, auditórios, etc. Dentre a sua programação cultural destaca-se a “Academia para Jovens”.

No Rio Grande do Norte, os imortais são os seguintes, além do presidente, que ocupa a cadeira 26:


Cláudio Emerenciano (cadeira 01)
Humberto Hermenegildo (02)
Daladier Cunha Lima (03)
Cassiano Arruda Câmara (04)
Manoel Onofre Júnior (05)
João Batista Pinheiro Cabral (06)
Ministro do STJ Luiz Alberto Gurgel de Faria (07)
Roberto Lima (09)
Dácio Galvão, já eleito para a cadeira 10, mas ainda não empossado
Paulo de Tarso Correia de Melo (11)
Clauder Arcanjo (12)
Eulália Duarte Barros (13)
Armando Negreiros (14)
Lívio Oliveira (15)
Advogado Armando Holanda, eleito para a cadeira 16, mas ainda não empossado
Ivan Maciel de Andrade (17)
Padre João Medeiros Filho (18)
Marcelo Alves, eleito para a cadeira 19, mas ainda não empossado
Jarbas Martins (20)
Valério Mesquita (21)
José Mário de Medeiros (22)
Iaperi Araújo (23)
Sônia Fernandes Faustino (24)
Luiz Eduardo Suassuna, eleito para a cadeira 25, mas ainda não empossado
Vicente Serejo (27)
Jurandyr Navarro (28)
Itamar de Souza (29)
Diva Cunha (30)
Leide Câmara (31)
João Batista Machado (32)
Carlos de Miranda Gomes (33)
Juiz federal Ivan Lira de Carvalho (34)
Woden Madruga (35), eleito, mas não empossado
Ministro José Augusto Delgado (36)
Elder Heronildes (37)
Benedito Vasconcelos Mendes (38)
Ministro do STJ Marcelo Navarro Ribeiro Dantas (39)
Geraldo Queiroz (40)

(Relação de imortais extraída do blog Thaisa Galvão).

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