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Confusão

Crise no PT em Apodi dificulta composição majoritária e pode implodir chapa proporcional

Enquanto busca estabelecer consenso com um candidato à vice, partido enfrenta nervosismo na nominata ao Legislativo

gazetaadm

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Foto reprodução radar apodiense

Por Gilberto de Sousa

Além da dificuldade que o Partido dos Trabalhadores(PT) esta enfrentado em Apodi para formatar a composição majoritária, diante da “queimação” de nomes que estão sendo apresentados pelo PC do B, o partido também passou a sofrer indigestão quanto à formação da nominata proporcional.

No campo majoritário, o grupo não tem conseguido chegar ao consenso para escolher o candidato a vice-prefeito na chapa que será encabeçada pelo sindicalista Agnaldo Fernandes(PT).  A idéia será consolidar uma aliança com o PC do B, recebendo a benção tanto da governadora Fátima Bezerra, quanto do vice-governador e líder estadual do PC do B, Antenor Roberto.

No entanto, o compasso para fechar a chapa continua lento, enquanto o tempo exige uma definição. O PC do B até que apresentou o nome da jovem Maria Luíza, que daria leveza a chapa e poderia impulsionar parte da juventude. Ela chegou a ter o nome colocado como pré-candidata, mas a “fritura” veio rápida com o lançamento de chamas do “fogo amigo”.

Incomodada, Maria Luíza, que é filha do ex-secretário municipal de saúde na gestão do ex-prefeito Flaviano Monteiro(PC do B) e atual vice-diretor do Hospital de Apodi, Pedro Júnior, preferiu anunciar sua desistência. Em nota, ela afirmou ter colocado seu nome à disposição com o objetivo de somar e contribuir no pleito eleitoral de 2020, por entender que representado a juventude, a participação feminina e sendo de origem humilde, teria um perfil agregador para Agnaldo.

“Analisando o histórico político do município de Apodi, é importante visar que a chapa, se indicada, seria de caráter inédito e contava com dois nomes populares, o meu, Maria Luíza e o dele, Agnaldo Fernandes. Mesmo sendo ciente das consequências na publicidade do meu nome, percebi a inquietação da militância do próprio grupo oposicionista, que, por sua vez, não entendendo o meu propósito, desconstruíram o nosso grupo político”, explicou.

A questão que vem sendo tratada internamente segue em tom delicado, na busca da luz do consenso.

Descontentamento pode detonar chapa proporcional petista

Ainda no calor do episódio da composição majoritária, com pressa na ampliação das discussões visando à definição da principal chapa de oposição do município, o PT passou a sofrer nova crise. Agora com a formação da nominata com vistas ao legislativo, no momento em que praticamente todos os partidos já estão com seu elenco proporcional pronto.

Treze nomes com  potencial eleitoral de nível semelhante, a maioria petistas históricos, vinha se arrumando no sentido de trabalhar a conquista da primeira cadeira do PT na Câmara Municipal de Apodi.

Alexandre Bevenuto migrou do Avante para o PT e é pré-candidato a vereador

Porém, no apagar das luzes, o grupo foi surpreendido com a filiação, mesmo em tempo hábil, do agricultor Carlos Alexandre Alves, o Alexandre Bevenuto, que migrou do Avante para se inserir na chapa proporcional petista. A insatisfação tomou conta dos demais pré-candidatos.

O detalhe é que em 2016, então candidato a vereador pelo PT do B, Alexandre Bevenuto obteve 775 votos. Não foi eleito. Contudo, mostrou que tem potencial eleitoral e adquiriu experiência a ponto de levar certa vantagem sobre os demais pré-candidatos da sigla, conforme já comentam entre si e em grupos de whatsapp, alguns dos pretensos pré-candidatos, que sem essa aparição, vislumbravam alcançar o legislativo apodiense.

O problema deve exigir muita habilidade do próprio pré-candidato a prefeito Agnaldo Fernandes, para tentar chegar à convenção com o grupo unificado e disposto a lutar com garra contra o favoritismo do prefeito Alan Silveira(MDB), que praticamente todos os dias anuncia a chegada de novos apoios.

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