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Economia

Com privatização de distribuidoras, lucro da Eletrobras salta 305% no segundo trimestre

O lucro líquido foi de R$ 5,5 bilhões.

gazetaadm

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Foto: Nadia Sussman / Bloomberg

A Eletrobras divulgou nesta terça-feira que teve lucro líquido de R$ 5,5 bilhões no segundo trimestre deste ano, 305% superior ao lucro de R$ 1,3 bilhão registrado em igual período do ano passado. Segundo nota divulgada pela estatal, o resultado deveu-se às operações do grupo e em função das privatizações das distribuidoras de energia das regiões Norte e Nordeste no ano passado.

“O resultado é composto pelo lucro líquido das operações continuadas de R$ 301 milhões e pelo lucro líquido de R$ 5,2 bilhões, referente às operações descontinuadas de distribuição, resultado da reversão do patrimônio líquido negativo da Amazonas Energia, decorrente da privatização da empresa”, diz a nota.

No início do mês, o presidente Jair Bolsonaro deu aval para a privatização da Eletrobras . A partir de agora, o governo irá conduzir os estudos para que o controle da companhia seja transferido para a iniciativa privada.

A Amazonas Energia foi vendida em dezembro a um consórcio formado pelas empresas Oliveira Energia e Atem. A venda selou a saída da estatal do ramo de distribuição, no qual a Eletrobras controlava seis distribuidoras no Norte e Nordeste, todas vendidas ao longo do ano passado.

A subsidiária do Amazonas era de longe a mais deficitária dentre elas. O consórcio vencedor foi o único a apresentar proposta e arrematou a distribuidora sem oferecer deságio.

A Eletrobras informou ainda que a receita operacional líquida cresceu 12%, passando de R$ 5,9 bilhões, no segundo trimestre do ano passado, para R$ 6,6 bilhões no segundo trimestre deste ano. O indicador foi influenciado pela agregação de receita da Eletrobras Amazonas GT, de R$ 727 milhões.

A maior elétrica da América Latina, responsável por metade da transmissão e um terço da capacidade de geração no Brasil, somou lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$ 1,35 bilhão, recuo de 62% na comparação anual. O Ebitda recorrente (que desconsidera efeitos extraordinários) foi de R$ 3,1 bilhão, 7,8% acima do registrado em igual período de 2018.

O Globo

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