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Psicodialogando

Carta aos meus pacientes

gazetaadm

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Quando você senta ali na minha frente, é como se eu abrisse um computador na cabeça e acessasse a sua pasta. Em questão de segundos, me passa um filme. Quando te vejo em outro ambiente fora da sessão, imagine que meu computador estará desligado. Eu não tenho todas as fisionomias, nem tampouco todas as histórias acessadas automaticamente. Sobretudo aquelas que ouvi uma única vez há tempos. No shopping ou na rua, eu tô acessando a minha experiência ou nem devo estar preocupada em acessos. Não estou pensando se você está com o seu ex ou o seu atual, se está de saia curta ou longa.

Eu tenho absoluto carinho por cada história de vida que escuto, inclusive a sua! Eu gosto de estar ali te escutando. Parafraseando Espinoza: “eu não te julgo, nem te critico, nem me incomodo, nem me irrito e nem te castigo” – eu estou ali para te ouvir.

Estudo os conteúdos que conversamos, busco referencial teórico, penso sobre a melhor maneira de fazer intervenções, mas não pretendo colocar você em uma caixinha de pseudo-normalidade. Pelo contrário, eu te quero livre!

Me avalio a todo momento. Meu desejo é acertar em cada intervenção, mas a experiência me ensinou que isso não é possível. Para isso existem outros colegas e abordagens. Às vezes sou dura demais, às vezes pego leve. Às vezes faço o espelhamento correto, mas naquele momento você não está pronto pra apreender seu reflexo. Me arrependo e sei que você sai meio tonto. Me perdoe pelas falhas! Nossa relação é construída por duas pessoas imperfeitas tentando acertar e, sejamos gentis, nós até que temos conquistado lindos resultados!

Eu tô ali para tentar te espelhar aquilo que você mesmo me traz com linhas e entrelinhas, com o que é dito verbalmente, e também com o que nem é.

Respeito cada uma das suas dores, me afeto, me atravesso e me importo com elas, vibro com cada avanço, mas não perco sono pensando em você. Não sofro por você, senão só teria conseguido atender a primeira semana.

Eu agradeço pelas trocas e por tanta confiança. Não tenho como retribuir o quanto você me faz sentir realizada em poder contribuir, mesmo que um pouquinho, com o seu processo de cura, autonomia e liberdade! Gratidão!

Lígia Sousa, psicóloga. 💐

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