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Política

Após depoimento de Moro, PGR solicita que PF ouça ministros e faça novas diligências

gazetaadm

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou, nesta segunda-feira (4), ao Supremo Tribunal Federal (STF) novas diligências e depoimentos no inquérito que apura as acusações feitas pelo ex-ministro da Justiça, Sergio Moro. O pedido é direcionado ao decano do STF, ministro Celso de Mello.

No sábado, Moro depôs por quase 9 horas na sede da Polícia Federal (PF), em Curitiba. No pedido, o procurador-geral da República, Augusto Aras, pede que sejam ouvidos os ministros Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional da Presidência) e Braga Netto (Casa Civil). Além deles, a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) também aparece no pedido de “esclarecimento dos fatos”.

Além das novas oitivas, Aras pede ainda cópia da filmagem de uma reunião em que o ex-ministro da Justiça esteve presente ao lado do presidente Jair Bolsonaro.

Ao deixar o ministério, Moro fez graves acusações ao governo Bolsonaro. Segundo ele, o presidente teria interferido politicamente no comando da PF ao indicar o nome de Alexandre Ramagem, amigo da família, para o cargo. As alegações levaram o ministro do Supremo, Alexandre de Moraes, a suspender a nomeação.

Na reunião filmada, realizada no último dia 22 no Palácio do Planalto, estiveram presentes, além de Moro e Bolsonaro, ministros, o vice-presidente, Hamilton Mourão, e presidentes de bancos públicos, segundo o pedido. Segundo Aras, as novas oitivas devem ser realizadas dentro do prazo de cinco dias úteis, contados a partir da data de intimação.

Aras pede ainda comprovantes de autoria das assinaturas da exoneração de Maurício Valeixo, publicada no Diário Oficial da União (DOU), além de “eventual documento com pedido de exoneração, a pedido, encaminhada por Valeixo ao presidente”. No DOU, a exoneração de Valeixo contou com a assinatura de Moro, mas ele afirmou que não assinou o documento.

A solicitação incluí também a oitiva de delegados da PF, incluindo Ramagem, para que prestem esclarecimentos sobre “eventual patrocínio, direto ou indireto, de interesses privados do Presidente da República perante o Departamento de Polícia Federal, visando ao provimento de cargos em comissão e a exoneração de seus ocupantes”.

A PGR também inclui um pedido de análise do celular de Moro, ” bem como um relatório das mensagens de texto e áudio, imagens e vídeos”. Nesta segunda, Bolsonaro nomeou Rolando Alexandre de Souza para a diretoria-geral da PF.

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