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A piromania verbal de Bolsonaro e as pequenas catástrofes

gazetaadm

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Espero não ser apropriação indébita a utilização do título do livro “Pequenas Catástrofes”, do filósofo Pablo Capistrano (livro vencedor do prêmio Câmara Cascudo de 2003) para tentar explicar a construção da narrativa do presidente Jair Bolsonaro em relação ao meio-ambiente, desde sua candidatura ao cargo e depois de eleito.

As pequenas catástrofes começam com a ausência de propostas específicas para a área ambiental do candidato. Uma certeza era a extinção do Ministério do Meio-Ambiente na campanha, o que quase aconteceu na prática com a quase fusão da pasta com o Ministério da Agricultura.

Em maio do ano passado, em agenda de campanha em Natal, disse Bolsonaro em entrevista coletiva que “a Amazônia não é nossa e é com muita tristeza que eu digo isso, mas é uma realidade e temos como explorar em parcerias essa região”. Essa frase demonstra a frouxidão de uma política enérgica para preservar a floresta e, ao contrário, torná-la habitat de madeireiros, exploradores de pedras preciosas e produtores do agronegócio.

Outro episódio do descompromisso foi nomear Ricardo Salles para o Ministério do Meio-Ambiente. Salles é acusado “de fraude em mapas de um decreto, supostamente para beneficiar empresas que atuam na várzea do Tietê”, como revela matéria no jornal Folha de S. Paulo deste mês. Nessa época, Salles era secretário estadual de Meio Ambiente em São Paulo, na gestão de Geraldo Alckmin.

Some-se a isso a ameaça de Bolsonaro de retirar o Brasil do Acordo do Clima de Paris, isso ainda candidato; cancelar reunião com o presidente francês Emmanuel Macron, no Japão; e não receber chanceler Jean-Yves Le Drien alegando agenda cheia, mas na sequência fazer uma live cortando o cabelo.

Na base da “vingança é um prato que se come frio”, Macron viu nas queimadas na Amazônia e a inércia do governo brasileiro a oportunidade para detonar o presidente Bolsonaro e bombardear o acordo comercial entre União Européia e Mercosul – acordo esse que desagrada alguns países do Velho Mundo, sobretudo a França.

Nosso presidente precisa entender que enquanto ele vai com o caju, tem um pessoal voltando com as castanhas. O jogo é bruto e ninguém é burro. E países tem interesses que a todo tempo estão em jogo. Por conta dessas “pequenas catástrofes”, Bolsonaro pode colocar o país a beira de uma hecatombe econômica em breve. Está na hora de para com essa “piromania verbal”, comportamento infantil, e agir como um estadista – que temo nunca chegará a ser!

FOCO

O ex-vereador Genivan Vale, advogado e farmacêutico, está focado na conclusão do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da pós-graudação em Direito Médico. Sucesso!

PÕE NA CONTA

Mais uma do deputado federal Eduardo Bolsonaro, que quer ser embaixador do Brasil nos EUA. Chamou de idiota o presidente da França, Emmanoel Macron. É um elefante em uma loja de cristais esse rapaz. “Diplomacia” é com ele mesmo…

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